A Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), revelou através do relatório “Resultados Escolares: Sucesso e Equidade” que a pandemia não alterou a tendência de melhoria do sucesso académico dos alunos do ensino obrigatório.
De acordo com o documento, os alunos que conseguiram concluir um ciclo de estudos sem chumbar ou desistir mostram uma “evolução muito positiva” em todos os ciclos de ensino, destacando que entre 2017 e 2020, a percentagem dos estudantes que chumbam ou desistem de estudar esteve sempre a diminuir, algo que se verifica na redução da taxa no segundo ciclo: de 9% para 5%.
Segundo João Costa, ministro da Educação, “houve uma preocupação de se começar a pensar em perspetivas de recuperação e não de penalização”, acrescentando, em declarações aos jornalistas, que “o elevador social da Educação não está avariado. Ele está mesmo a andar”.
O estudo “Resultados Escolares: Sucesso e Equidade”, entre os alunos carenciados do primeiro ciclo, registou-se uma melhoria de cinco pontos percentuais: no final do ano letivo de 2018, 77% dos estudantes desfavorecidos terminaram o 4.º ano sem nunca ter chumbado e, três anos depois, a taxa de conclusão subiu para 82%, registando-se também uma melhoria de 5% entre os alunos mais carenciados.
“Há uma melhoria constante do indicador da conclusão em tempo esperado dos resultados dos alunos com mais dificuldades socioeconómicas”, afirmou João Costa. No entanto, no Ensino Secundário, os alunos têm mais dificuldades em fazer os três anos sem chumbar ou desistir, mas é precisamente neste ciclo de estudos que se verifica uma melhoria de 10 pontos percentuais.
Em 2018, pouco mais de metade dos alunos carenciados (52%) conseguiu concluir o secundário nos três anos previstos, enquanto em 2020 a percentagem subiu para 62%. Já nos cursos profissionais, a subida foi de apenas 2%, atingindo os 62% em 2020.
Tais valores fazem com que João Costa afirme que os alunos carenciados “não estão condenados ao insucesso” e a “escola pode fazer a diferença”, concluiu.
