ZERO: COMBATE À POBREZA ENERGÉTICA DEVE SER PRIORIDADE
Para marcar o Dia Nacional da Energia, a associação ambientalista ZERO, fez cinco apelos ao setor produtor de energia em Portugal.
Maria João Silva
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30 de Maio 2022, 17:30
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Na visão da ZERO, o setor da energia “tem de salvaguardar a sustentabilidade ambiental” sem “falhar face à emergência climática”, referiu a associação ambientalista numa nota divulgada no Dia Nacional da Energia.

“A política energética portuguesa tem de salvaguardar a sustentabilidade ambiental e não pode falhar face à emergência climática”, pode ler-se num comunicado. Assim o primeiro dos apelos feitos pela associação ambientalista  é a necessidade de se “aprovar a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética”, uma vez que “a pobreza energética é um problema muito relevante no contexto nacional, abrangendo 20% da população que não consegue suportar os encargos para garantir o conforto térmico em casa”.

Além disso, a mesma entidade defende que se deve “transpor urgentemente a Diretiva das Energias Renováveis”, que segundo a associação “está com um atraso de 11 meses face ao prazo limite”, referindo, como terceiro apelo, a necessidade de adoção das “medidas de promoção da eficiência energética que estão em falta desde há 19 meses”, já que, de acordo com a Comissão Europeia, Portugal falhou na adoção das medidas de promoção da eficiência energética.

Na perspetiva da ZERO é também necessário a necessidade de se “avançar com a simplificação e desburocratização do autoconsumo coletivo e apoio às comunidades de energia renovável” e de terminar com “investimentos ociosos no gás natural”, considerando que, por exemplo, após apresentado o plano para afastar a UE dos combustíveis fósseis russos, este “foi ofuscado por mais investimentos em infraestrutura de gás”.

“A diversificação dos locais de origem de energia simplesmente substitui os combustíveis fósseis russos por outros combustíveis fósseis, levando a uma continuação de dependências”, conclui a associação.

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