O Governo Regional da Madeira quer implementar uma moeda eletrónica na Região Autónoma. O processo, que arrancou na última quinta-feira, teve iníio com “um estudo sobre a viabilidade e as condições que seriam necessárias para a Região Autónoma da Madeira poder implementar um sistema de pagamento convertível equiparado, à semelhança do que já hoje acontece em grandes superfícies por via de transações por cartão”, refere o Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, em comunicado.
O ponto de partida foi um contrato assinado na sexta-feira, 20 de maio, entre a Secretaria Regional da Economia e a Sociedade Rebelo de Sousa & Advogados Associados, e publicado no mesmo dia na base de contratos públicos do IMPIC — Instituto dos Mercados Públicos do Imobiliário e da Construção.
Esta aquisição de serviços, pela qual o executivo madeirense (PSD/CDS-PP) vai pagar 100 mil euros, tem um prazo de execução de 450 dias.
As moedas eletrónicas têm vindo a popularizar-se enquanto conceito junto de algumas autoridades locais. O município de Cascais, em Novembro de 2011, arrancou com o processo de desenvolvimento da sua moeda eletrónica, a CashCais, que ainda não entrou em circulação e incluía um mecanismo de cashback (devolução de uma percentagem dos valores gastos).
Os modelos utilizados na criação das moedas eletrónicas tendem a ser semelhantes aos dos sistemas de fidelização das grandes superfícies, com ganhos de “moeda” a troco de atitudes cívicas premiadas, como a reciclagem ou a compra local, entre outras. Estas moedas eletrónicas ou virtuais locais são simbólicas e em nada se assemelham, por exemplo, às criptomoedas, cujo objetivo é a valorização pela escassez de oferta e crescente procura.
