Os fumadores e ex-fumadores com histórico de 10 a 15 anos a fumar cerca de um maço por dia vão poder participar na iniciativa de rastreio da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), que começa esta semana.
Segundo José Alves, presidente da FPP, a iniciativa vai poder detetar, de forma precoce, a presença da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que em Portugal está subdiagnosticada. “O primeiro objetivo é tentar alterar a epidemiologia da DPOC, porque se estivermos à espera do diagnóstico quando ela já está instalada teremos de lidar com uma doença que é irreversível e progressiva“, explicou em declarações à Lusa.
O rastreio vai decorrer nos dias 1, 2 e 3 de junho nas juntas de freguesia de São Domingos de Benfica (Lisboa), Matosinhos e Leça da Palmeira (Porto), na União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras (Évora) e na junta de freguesia de São Sebastião (Setúbal).
Além de procurar identificar cidadãos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, “as espirometrias (exame usado para diagnosticar a DPOC) vão ser feitas com a presença de um técnico ao lado da pessoa que vai ser rastreada, mas o médico vai estar remotamente“, processo que facilita o rastreio da doença e que possibilita que cada pessoa conheça o tamanho do seu pulmão, fator “determinante para a DPOC”.
De acordo com a mesma fonte, os doentes que forem identificados serão informados da sua condição e, “depois, se tiverem médico assistente e quiserem ir ao médico deles vão, se não tiverem a fundação oferece uma consulta gratuita, em especialista, para dar as indicações que tem de dar”, explicou.
Segundo a Fundação Portuguesa do Pulmão, “na prática, o que acontece é que deve haver 600.000 a 800.000 doentes com DPOC, só 130 mil estão identificados nos centros de saúde e, desses, nem metade tem espirometria feita“, concluiu.
