Um estudo da Associação do Alojamento Local dos Açores revelou que os alojamentos locais tiveram um “impacto direto” em 2019, tendo gerado uma receita de 59,2 milhões de euros. “Verifica-se uma queda abrupta em 2020, com os rendimentos a rondarem os 31,2 milhões de euros, e com uma recuperação em 2021, fixando o rendimento desse ano em 37,3 milhões de euros”, revela o estudo.
De acordo com o mesmo documento, o impacto económico direto do AL “assenta na receita gerada pelas unidades de estabelecimento”, enquanto o indireto abrange as receitas dos setores da restauração, aluguer de viaturas, transportes e outras atividades. Assim, “para os anos de 2020 e 2021 estimam-se impactos indiretos globais de 24,0 milhões de euros e 28,7 milhões de euros, respetivamente”, indica o documento.
Segundo o estudo citado pela Lusa, o número de quartos disponíveis em unidades de alojamento local tem vindo a aumentar nos Açores desde 2019, tendo-se registado 5.429 em 2019, 6.106 em 2020 e 7.230 em 2021. “Assente nos pressupostos traçados para a estimativa do impacto indireto, assume-se que o multiplicador associado ao efeito induzido é de 0,72. Isto significa que por cada euro gasto por um hóspede de AL é gerado um incremento adicional de 0,72 euros na economia local”, aponta ainda o documento.
Assim, calcula-se que o “efeito induzido” na economia dos Açores, por via do AL, foi de 47,5 milhões em 2021, 39,8 milhões em 2020 e 75,5 milhões em 2019. Em 2021, o Alojamento Local criou 1.647 postos de trabalho, superando assim o valor de 2020 (751), mas ficando abaixo do que foi registado em 2019, ou seja, 2.461.
De acordo com o estudo desenvolvido pela Associação do Alojamento Local dos Açores, “o AL fomenta a economia em diversos vetores: quer através dos efeitos diretos e indiretos, originados na receita direta que os hóspedes do AL têm nos setores de atividade da região, quer através do seu efeito induzido”, conclui.
