ALENTEJO: A REGIÃO QUE MAIS FUNDOS RECEBEU
Portalegre recebeu hoje a terceira conferência do EuroRegião Talks.
Maria João Silva
Texto
18 de Maio 2022, 15:30
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Na terceira conferência  do EuroRegião Talks, que decorreu hoje em Portalegre, Válter Nóbrega, um dos investigadores do estudo “Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) – Avaliação de Impacto nas diferentes regiões em Portugal”, revelou que cada município português recebe, em média, 10,2 milhões de euros provenientes dos Fundos de Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI). 

Durante a sua intervenção, o autor afirmou que a distribuição de Fundos Europeus é assimétrica, uma vez que está centrada, sobretudo, no interior do país:  os Açores e o Alentejo foram os que mais receberam fundos em proporção com o seu desenvolvimento, seguida do Centro e do Norte e, por último,  Lisboa e Algarve.

No caso específico do Alentejo, segundo Válter Nóbrega realça que o Alto Alentejo recebeu um elevado número de apoio financeiro europeu face ao Valor Acrescentado Bruto (VAB). Portalegre, onde se realiza a terceira conferência do EuroRegião Talks, encontra-se na posição 145  no ranking de apoio dos fundos europeus em percentual do VAB, num total de 308 municípios. No Alentejo, o concelho ocupa o 35º lugar em 56 municípios, sendo que, na região, Alter do Chão, Mértola e Cuba foram os municípios que mais apoio receberam.

A nível nacional, segundo a mesma fonte, cada euro pago pelos Fundos Europeus representam um crescimento do Valor Acrescentado bruto em 90 cêntimos no mesmo ano, e após um ano, 1,6 euros após 2 anos e 2,4 euros no terceiro ano, o que mostra, de acordo com o autor, o impacto a longo prazo dos Fundos Europeus.

Tal processo acaba por se refletir no crescimento dos municípios que, em média, crescem 3,4% anualmente mas, em algumas autarquias verifica-se um crescimento de  25% devido aos Fundos Europeus. Nas NUTS II, 51% do crescimento dos Açores foi a que mais beneficiou com os Fundos Europeus, seguindo-se a Madeira (32%), Alentejo (28%), Centro (26%), Norte (23%), Lisboa e Algarve 3 e 4%.

Se os fundos não tivessem chegado a Portugal, não teria sido possível assegurar a convergência entre as regiões e autarquias nacionais, uma vez que entre 2014 e 2019, período de análise definido no “Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) – Avaliação de Impacto nas diferentes regiões em Portugal”, graças ao “papel crítico” do apoio europeu, os municípios mais pobres em 2014 convergiram-se com os mais ricos no mesmo período, as NUTS II menos desenvolvidas em 2014, foram as que mais cresceram graças aos fundos europeus.

Pode continuar a acompanhar a primeira conferência do EuroRegião Talks, que decorre hoje em Santarém através da transmissão online do canal do EuroRegião.

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