GASTOS DOMÉSTICOS PREOCUPAM FAMÍLIAS PORTUGUESAS
O aumento dos custos e despesas está a provocar mau-estar nos agregados familiares em Portugal, é o que refere um estudo da Intrum European Consumer Payment Report.
Maria João Silva
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16 de Maio 2022, 15:30
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O Intrum European Consumer Payment Report revelou que, em Portugal, 65% dos inquiridos afirmou que a preocupação com o aumento das despesas está a ter um efeito negativo no seu bem-estar geral; uma percentagem superior do que a verificada nos agregados familiares sem filhos (59%). 

No mesmo relatório, os pais inquiridos (54%) revelaram que as suas contas estão a aumentar mais rapidamente do que os seus rendimentos e 35% afirma ainda que precisam de pedir condições de pagamento mais alargadas, para manter o equilíbrio financeiro e honrar os seus compromissos. Já  nos casais sem filhos este valor fica-se pelos 25%, fenómeno agravado pela inflação, que em Portugal foi de 7,2% em abril de 2022, o valor mais alto dos últimos 29 anos. 

Em Portugal, 66% das famílias com filhos já pediram dinheiro emprestado ou utilizaram o seu cartão de crédito para o fazer, valor mais alto do que a média europeia (64%). Contudo, segundo Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal, “quase um terço dos pais que estudámos viram a pandemia como uma oportunidade de começar a melhorar as suas finanças para resistir a futuros choques financeiros, como estamos a experienciar neste momento com as consequências da Guerra na Ucrânia”, acrescentando que “com a pandemia e o impacto da guerra, os pais estão a investir mais tempo para ajudar os seus filhos a compreender os termos financeiros e os princípios da gestão financeira”, explicou. 

No mesmo documento, 61% afirma falar mais com os seus filhos sobre a importância das finanças domésticas e 68% estão a guardar mais dinheiro como rede de segurança para os seus filhos, superando assim as médias europeias de 57% e 56%. Segundo o estudo da Intrum, 67% das famílias portuguesas considera essencial alertar os seus filhos para não contraírem dívidas, valor superior aos 60% registados na Europa. 

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