SAIR DE CASA PARA ESTUDAR NEM SEMPRE É UMA HIPÓTESE
Esta semana, conversamos com a Eduarda, que saiu de Aveiro para estudar direito. A jovem fala sobre a importância de garantir a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior.
Redação
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4 de Maio 2022, 10:32
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Eduarda Ferreira terminou o ensino secundário em Aveiro, mas quando chegou a altura de ingressar no ensino superior deparou-se com o problema de não existir o seu curso na faculdade mais perto de casa.

“Alguém de Aveiro que quer estudar direito tem sempre de se deslocar ou para Coimbra, ou para Lisboa, ou para Braga, ou para o Porto. Isso envolve custo com um quarto, custos de transporte para o fim de semana porque depois quer vir a casa, alimentação, propinas, livros… Estas despesas pelo menos são certas,” explica.

Foto: Eduarda Ferreira

Felizmente, por ter familiares em Santa Maria da Feira, a jovem de 23 anos pode continuar os estudos no Porto, para onde se desloca de carro diariamente. Contudo, as despesas no final do mês são avultadas, e nem toda a gente tem a mesma oportunidade.

“Tenho sempre a despensa com os transportes. Custo com a gasolina, muitas vezes com estacionamento. Mas tenho amigos que já sabiam que não podiam ir para uma faculdade fora de Aveiro porque não tinham possibilidades de pagar um quarto. É triste.”, lamenta.

No episódio desta semana do podcast “20 Jovens, 20 Distritos”, a jovem aveirense faz uma relevante reflexão sobre a importância de garantir a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior.

Para ouvir no Youtube ou no Spotify.

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