A Infraestruturas de Portugal registou, durante o ano passado, um resultado positivo de 14 milhões de euros (ME) e um EBITDA, lucro antes dos impostos, depreciação e amortização, de 497 ME, valor 12% mais alto quando comparado com o período homólogo.
Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), estes valores são o resultado do aumento do rendimento alcançado através da Contribuição do Serviço Rodoviário (+52 M€), da Tarifa de Utilização da Infraestrutura Ferroviária (+5 M€) e da diminuição do impacto da COVID-19 na utilização das infraestruturas rodoferroviárias.
No que diz respeito às portagens, a receita diminuiu cerca de 15 ME (5%), apesar da utilização das rodovias ter aumentado durante o ano passado, período onde também se verificou aumento das intervenções nas infraestruturas que, em 2021, receberam um investimento de 196 milhões de euros.
A nível financeiro, houve uma melhoria de 24 ME, muito devido à redução de 21 milhões referentes à diminuição das concessões e dos encargos associados à dívida da IP. No entanto, este crescimento é contrariado pelo aumento dos gastos financeiros associados à obtenção de garantias bancárias para processos fiscais, área que teve um investimento de 2 milhões de euros.
No geral, a IP teve um saldo positivo de 14 ME, superando assim o saldo negativo de 56 ME registado em 2020. Durante o ano passado também se verificou um reforço de 278 milhões de euros no investimento no programa Ferrovia 2020, valor 36% mais elevado ao que foi registado em 2020.
Em 2021, assistiu-se à redução do stock de dívida financeira da IP em 640M€, fixando-se este agregado no final de dezembro de 2021 em 4.145 M€. As amortizações realizadas respeitaram essencialmente à amortização do Eurobond 0621 (500 M€) e às amortizações dos empréstimos contraídos junto do Banco Europeu de Investimento (129 M€).
O financiamento da empresa ascendeu aos 1.613 ME, refletindo assim empenho do Estado português na modernização e requalificação das infraestruturas.
