A reabertura da Linha até Barca D’Alva, estudada pela Infraestruturas de Portugal (IP), exige um investimento de cerca de 75 milhões de euros, dos quais 59 milhões serão destinados à empreitada e o restante a estudos, projetos, fiscalização e estaleiro.
Segundo a notícia avançada pelo Notícias de Vila Real, a reabertura do itinerário vai potenciar a coesão territorial da região, uma vez que permitirá ligar o litoral ao interior através de uma linha ferroviária, estimando-se, por isso, um ganho superior a 30 minutos no percurso entre o Pocinho e Barca D’Alva.
No Turismo, a empreitada vai complementar os diversos meios de transporte disponíveis, potenciando-se assim o turismo ferroviário e/ou fluvial que o Douro atualmente proporciona, nomeadamente através do comboio histórico a vapor da Comboios de Portugal e o miradouro.
A infraestrutura terá impacto na economia regional, já que, com o aumento do fluxo turístico previsto, deverá também verificar-se uma maior dinamização do comércio local, do alojamento e da restauração e, por conseguinte, no incremento do emprego local. Assim, o desenvolvimento da Linha do Douro vai permitir unir áreas de património cultural e natural classificados, nomeadamente, o Alto Douro Vinhateiro, o Parque Arqueológico do Vale do Côa e o Parque Natural do Douro Internacional, valorizando também o território.
Além disso, a reabertura da infraestrutura apoia o combate às alterações climáticas, uma vez que a circulação, feita por material elétrico, vai reduzir as emissões de gases, desenvolvendo assim a qualidade de vida da população.
