PORTO: MILHÕES GARANTEM NOVAS SOLUÇÕES DE HABITAÇÃO
A Câmara Municipal do Porto assinou um acordo de reabilitação de habitações que ascende aos 33 milhões de euros.
Maria João Silva
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13 de Abril 2022, 17:30
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No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Município do Porto vai investir 33,9 milhões de euros na reabilitação e construção de fogos no âmbito do 1.º Direito, programa municipal onde se inclui o financiamento para reabilitação das lhas da Lomba, localizadas na zona do Bonfim.

Durante a cerimónia que decorreu ontem (12/04) nos Paços do Concelho, Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto partilhou a preocupação “com os requisitos adicionais” que as candidaturas passaram a exigir com a integração no Plano de Recuperação e Resiliência”, acrescentando que com as “atuais condições, será muito difícil, ou mesmo impossível, no futuro, assegurar financiamento a 100% nas intervenções de reabilitações dos interiores das casas devolutas da habitação municipal clássica, que terão alternativamente que ser financiadas via 1.º Direito sem comparticipação total”.

Já Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, que esteve presente na cerimónia no Porto,  assumiu que “o desafio da habitação é dos maiores que enfrentamos no país”, mas refere que “finalmente temos uma política perene, consistente e com financiamento para dar resposta à população mais carenciada, mas também à classe média”.

A mesma fonte esclareceu, durante a sua intervenção, que aposta na habitação é uma política que vai continuar a existir” para lá das verbas do PRR, acrescentando também que “é um momento importante para mudar as condições de vida da nossa população”, através da compreensão das suas necessidades.

Vale a pena relembrar que este é o segundo acordo de colaboração que o Município do Porto assina com o IHRU. Na primeira cooperação, assinada em novembro de 2020, a autarquia conseguiu apoiar 1.740 famílias através de um investimento de 56 milhões de euros.

Os 33 milhões de euros que serão canalizados para a segunda vão contemplar 185 agregados, correspondentes a 445 pessoas, que vivem em condições habitacionais indignas.

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