Segundo Hélder Oliveira, investigador e responsável de área no INESC TEC, no Porto, afirma que o projeto LuCaS surgiu em resposta à “necessidade de métodos não invasivos para caracterização precoce do cancro do pulmão”, explicou.
Em entrevista à plataforma do COMPETE2020, que cofinancia o projeto, o investigador que à falta de investigação na área se juntou o desafio de não haver “à disposição um volume alargado de dados para concretizar de forma adequada os nossos trabalhos”, referiu.
Segundo a mesma fonte, o que diferencia o projeto e o torna inovador é o facto do LuCaS ter abordado duas alternativas para a caracterização do cancro de uma forma não invasiva e precoce: sistemas de apoio à decisão através de uma abordagem Radiogenomics que passa pela criação de modelos preditivos relacionando fenótipos de imagens a assinaturas genómicas; e a avaliação das contribuições da biópsia líquida na caracterização do cancro de pulmão. Ambas as abordagens são de grande valor como meio para obter dados moleculares de forma minimamente invasiva e compatível com a rotina clínica.
O investigador mencionou ainda que durante o desenvolvimento do LuCaS, a equipa desenvolveu “modelos de aprendizagem automática para classificação de marcadores biológicos, EGFR, utilizando imagens de ressonância magnética e dados clínicos. Nestes estudos mostramos a capacidade de deteção de EGFR, sugerindo que a melhor forma de abordar este problema é combinando características do pulmão que contém o nódulo a partir da imagem, com características de outras estruturas pulmonares através de dados clínicos, um acerto médio perto dos 80%”, esclareceu.
O projeto “LuCaS: Rastreio do cancro do pulmão – uma metodologia não invasiva para o diagnóstico precoce” conta com um apoio de 203 mil euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
