LEZÍRIA DO TEJO PERDE MAIS DE 5ME DE FUNDOS EUROPEUS POR FALTA DE EXECUÇÃO
“O que se passou é mau demais para ser verdade e dá um passo atrás na estratégia que tínhamos desenhado em conjunto para a região”, diz autarca de Santarém.
Redação
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8 de Abril 2022, 17:50
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O presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) e da Câmara Municipal de Santarém dizem sentir-se “bastante defraudados” devido à perda da verba de 5,2 milhões de euros de fundos comunitários.

Este apoio, no âmbito do Programa Operacional Alentejo 2020, estava previsto para a construção do Centro de Excelência para a Agricultura e a Agroindústria, mas acabou por ser perdido depois de uma fiscalização, em março, ter concluído que os fundo não foram executados.

O projeto em questão era responsabilidade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), sob a alçada do Ministério da Agricultura. Por esse motivo, os presidentes das Câmaras Municipais da região da Lezíria do Tejo querem, agora, reunir com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, para pedir esclarecimentos.

Pedro Ribeiro, presidente da CIMLT, explica em declarações citadas pelo Mais Ribatejo, que o INIAV ainda tentou “fazer uma reprogramação no final do ano” para não perder os fundos comunitários, mas “foi mal feita e não tiveram capacidade para executar”, considera.

“O que se passou é mau demais para ser verdade e dá um passo atrás na estratégia que tínhamos desenhado em conjunto para a região”, acrescenta Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara de Santarém.

Na opinião de Pedro Ribeiro, “a administração desconcentrada do Estado não tem capacidade para este tipo de projetos”, mas “se o INIAV não é capaz”, a CIMLT está disponível para assumir responsabilidade pelo projeto, afirma.

Foto: Jaime Silva

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