O Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses alertou para a importância dos políticos e decisores públicos portugueses ouvirem os psicólogos de modo a tomarem decisões “mais informadas”.
“A política pública é um conjunto de leis, de regulamentos e de ações que têm como propósito organizar a sociedade em que vivemos”, contudo, essas ações estão “bastante centradas no ângulo da economia”, esquecendo as “emoções”, mas “não devemos separar a razão da emoção” e a psicologia dá “muitas ferramentas para trabalhar as políticas públicas”, considerou Francisco Miranda Rodrigues, durante a conferência ‘Políticas Públicas que Resultam’, na Assembleia Legislativa da Madeira, citado pelo DN.
Segundo o bastonário, “a legislação pode e deve ser mais informada pela psicologia, é algo que é “feito em alguns países, sistematicamente, com unidades que têm psicólogos, economistas e antropólogos a trabalharem e a fazerem testes de políticas públicas. É algo que devíamos fazer aqui”, concluiu.
Na mesma sessão, a vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, lembrou que a Madeira “possui mais de 60 psicólogos, sendo que desses, mais de 40 estão alocados aos cuidados de saúde primários”.
“Isto faz com que a nossa Região se encontre com um rácio, no contexto da saúde, de cerca de 1 psicólogo para 4 mil habitantes. Seguindo a recomendação geral de 1 psicólogo para 5 mil habitantes, constata-se que a Madeira vai mais além daquilo que é recomendado”, sublinhou.
