CANTANHEDE SÓ QUER ESCOLAS SE FOREM REQUALIFICADAS
O município de Cantanhede anunciou que só aceita a transferência da propriedade dos edifícios escolares do segundo e terceiro ciclos depois das escolas serem requalificadas.
Maria João Silva
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29 de Março 2022, 17:20
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Helena Teodósio, presidente da Câmara de Cantanhede, afirma que a decisão do município recusar a transferência de escolas até à sua requalificação, foi tomada em unanimidade pelo executivo. “O processo de transferência de competências para as autarquias não contempla a passagem de propriedade dos edifícios, nem a sua qualificação e modernização, pelo que tal processo tem de ser negociado com o Governo”, disse a autarca. 

Além disso, a edil relembrou que a autarquia assumiu a comparticipação nacional da candidatura apresentada para obtenção de apoio comunitário para a requalificação da Escola Secundária Lima-de-Faria, cuja empreitada está em concurso, e da EB 2,3 Marquês de Marialva, uma intervenção que teve a sua segunda fase recentemente adjudicada. 

Segundo a autarca, “foi possível encontrar uma plataforma de entendimento com o Ministério da Educação relativamente à EB 2,3 Marquês de Marialva e da Escola Secundária Lima de Faria”, acrescentando que: “já manifestámos ao Ministério da Educação a disponibilidade para assumirmos também a comparticipação nacional quanto às obras que é preciso fazer urgentemente na EB 2,3 Carlos de Oliveira, de Febres, e na EB 2,3 Gândara-Mar”, referiu. 

Na visão da  autarca, “uma coisa é fazer parte da solução e colaborar nesse processo, como temos feito desde o início, outra, bem diferente, é ficar com a responsabilidade de realizar obras que implicam avultados investimentos sem que estejam garantidos os recursos financeiros indispensáveis para isso”, defendeu. 

Na mesma reunião, a Assembleia Municipal aprovou, também por unanimidade, a transferência de 374 mil euros da Câmara para os agrupamentos de escolas Lima-de-Faria e Marquês de Marialva. 

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