Helena Teodósio, presidente da Câmara de Cantanhede, afirma que a decisão do município recusar a transferência de escolas até à sua requalificação, foi tomada em unanimidade pelo executivo. “O processo de transferência de competências para as autarquias não contempla a passagem de propriedade dos edifícios, nem a sua qualificação e modernização, pelo que tal processo tem de ser negociado com o Governo”, disse a autarca.
Além disso, a edil relembrou que a autarquia assumiu a comparticipação nacional da candidatura apresentada para obtenção de apoio comunitário para a requalificação da Escola Secundária Lima-de-Faria, cuja empreitada está em concurso, e da EB 2,3 Marquês de Marialva, uma intervenção que teve a sua segunda fase recentemente adjudicada.
Segundo a autarca, “foi possível encontrar uma plataforma de entendimento com o Ministério da Educação relativamente à EB 2,3 Marquês de Marialva e da Escola Secundária Lima de Faria”, acrescentando que: “já manifestámos ao Ministério da Educação a disponibilidade para assumirmos também a comparticipação nacional quanto às obras que é preciso fazer urgentemente na EB 2,3 Carlos de Oliveira, de Febres, e na EB 2,3 Gândara-Mar”, referiu.
Na visão da autarca, “uma coisa é fazer parte da solução e colaborar nesse processo, como temos feito desde o início, outra, bem diferente, é ficar com a responsabilidade de realizar obras que implicam avultados investimentos sem que estejam garantidos os recursos financeiros indispensáveis para isso”, defendeu.
Na mesma reunião, a Assembleia Municipal aprovou, também por unanimidade, a transferência de 374 mil euros da Câmara para os agrupamentos de escolas Lima-de-Faria e Marquês de Marialva.
