PEGO: TEJO ENERGIA CONTRIBUI PARA “SEGURANÇA DO ABASTECIMENTO DO PAÍS”
A Tejo Energia defende que a proposta que apresentou para a Central do Pego é a que melhor garante a “segurança do abastecimento do país"
Maria João Silva
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23 de Março 2022, 12:00
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A Trust Energy, principal acionista da Tejo Energia, que geria a central do Pego, afirma que a proposta que apresentou “traz mais-valias, pela rapidez com que se liga ao ponto de ligação e com a enorme capacidade de armazenagem que tem e pelo enorme contributo para a região, que vai ser valorizado pelo concurso, porque, no fundo, este é o objetivo com que o concurso foi desenhado”, disse José Grácio, presidente executivo (CEO) da Trust Energy, em declarações à agência Lusa. 

Segundo a mesma fonte, a central tem “a licença ambiental para começar a funcionar já” com biomassa e “começar a contribuir para a segurança do abastecimento do país”, numa altura em que os preços do gás nos mercados grossistas dispararam, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, acrescentando que o projeto para a central do Pego, no concelho de Abrantes, contempla 75% de energia proveniente de fonte eólica e solar e 25% de resíduos florestais (biomassa). 

De acordo com José Grácio, a componente de biomassa é precisamente o que distingue o projeto da Tejo Energia das outras propostas, uma vez que prevê a utilização de um recurso existente na região, uma infraestrutura que já existe na central e que era utilizada anteriormente para queimar carvão, permitindo assim criar novos postos de emprego.  

A Endesa, que lidera o concurso, não concorda com a utilização de biomassa e apresentou a sua proposta a concurso, que recebeu a avaliação preliminar mais elevada, tal como o EuroRegião já noticiou. 

Em resposta, a Trust Energy recorreu aos tribunais, por entender que a capacidade de injetar energia na rede através do ponto de ligação que se encontra na central do Pego pertencem à Tejo Energia, que a geriu durante 28 anos. “A Tejo Energia, em 2006, 2007, fez um acordo com o Estado – nesta altura a REN representava o Estado – em que teria direito a ficar com este ponto de ligação”, esclareceu José Grácio. 

A Central Termoelétrica do Pego é o maior centro produtor nacional de energia, com uma potência instalada de 628 megawatts (MW) na central a carvão, agora encerrada,  e de 800 MW na central a gás, que prosseguirá em atividade até 2035. 

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