MUNICÍPIOS PORTUGUESES TEMEM EFEITOS DA SUBIDA DE PREÇOS
O aumento dos custos de energia, combustíveis e matérias-primas está a preocupar os autarcas devido às revisões de preços das empreitadas em curso.
Redação
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16 de Março 2022, 13:00
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Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e autarca da Câmara Municipal de Matosinhos, mostrou-se preocupada com os efeitos da subida dos custos de energia, combustíveis e matérias-primas para as finanças dos municípios.

“As preocupações dos meus colegas autarcas são muito focadas nas questões de gestão financeira, em função dos impactos que estamos a sentir com o aumento dos custos de energia, combustíveis e matérias-primas, que se repercute no valor das empreitadas que estão em execução” e “o impacto das próprias revisões de preços das empreitadas em curso é uma preocupação transversal a todos os autarcas,” afirmou em declarações à Lusa.

Segundo a mesma, o conflito na Ucrânia também está a gerar preocupação entre os Executivos locais que temem um possível impacto na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“A solução que estamos a equacionar é alertar para a necessidade de reafetar verbas, rever prioridades, possivelmente encontrar financiamentos que não estavam previstos, por exemplo, no que diz respeito à energia e aos combustíveis, sabemos que o Governo está a ponderar isso, do ponto de vista fiscal, de soluções à medida,” adiantou a responsável da ANMP no final de um encontro com os autarcas da região Centro.

Esta reunião teve como propósito fazer “balanços da descentralização de competências e dos problemas que estão por resolver”, sendo que “as preocupações são sobretudo ao nível da saúde, uma vez que em termos de ação social muitos dos municípios vão optar por diferir para dia 01 de janeiro”, revelou ainda.

Por último, Luísa Salgueiro respondeu ao chumbo da moção para a implementação da regionalização em Portugal, durante o VIII Congresso da Associação Nacional de Freguesias (Anafre). “Tomei conhecimento e respeito. Há um trabalho grande a fazer com vista ao esclarecimento rigoroso do que significa um processo de regionalização,” disse.

EuroRegião conversou com o presidente da Junta de Ferrel, Pedro Barata, autor da moção rejeitada que culpa o “paradigma de que a regionalização vai servir para criar mais despesa ao Estado”.

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