“Temos de nos tornar independentes do petróleo, do carvão e do gás russos. Não podemos depender de um fornecedor que nos ameaça explicitamente,” começou por dizer Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (CE), durante uma intervenção, ontem (08/03), em Estrasburgo.
Segundo a líder do Executivo europeu, é necessário “agir já para atenuar o impacto do aumento dos preços da energia” apostando na “transição para as energias renováveis e o hidrogénio” assim como numa “maior eficiência energética”.
Nesse sentido, a Comissão vai apresentar, até abril, uma proposta legislativa para exigir que as reservas subterrâneas de gás na União Europeia (UE) “seja preenchida até pelo menos 90% da sua capacidade até 01 de outubro de cada ano”, de modo a evitar problemas de fornecimento.
“A Comissão continua a sua investigação sobre o mercado do gás em resposta às preocupações sobre potenciais distorções de concorrência por parte dos operadores, nomeadamente a Gazprom”, informa a CE em comunicado.
A nota de imprensa do Executivo comunitário surge na sequência da guerra no lesta da Europa, motivada pela invasão russa ao território ucraniano, e consequente subida de preços dos combustíveis fosseis e da energia.
Também em Portugal, o Fórum para a Competitividade discutiu possíveis soluções para alcançar a independência energética na Europa. De acordo com a entidade, Sines poderá servir de “porta de entrada de gás”.
“Portugal tem condições de beneficiar desta evolução, quer na produção de energia de base renovável para exportação, quer como porta de entrada de gás liquefeito por Sines”, consideram.
