O Campus de Tecnologia e Inovação BLC3, em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, criou uma espécie de “super pinheiros” que precisam de menos de metade da água habitual para se desenvolverem, sendo por isso mais sustentáveis e ideais para os períodos de seca.
“Conseguimos criar pinheiros mais resilientes e com melhor qualidade genética, através de uma abordagem ao nível genético e da biologia molecular, com a criação de situações de stress induzidas e controladas. A conjugação destas duas dimensões permite ter plantas mais preparadas e resilientes às alterações climáticas e aos riscos fitossanitários, não esquecendo a valorização da biodiversidade e da genética”, explica João Nunes, presidente da BLC3, em declarações à Lusa.
Assim, estas plantas permitem “poupar 50 a 60% de água em relação ao normal”. Segundo o responsável do projeto, estes valores são bastante positivos “tendo em conta que se consegue a mesma produtividade e desempenho”. “Tivemos exemplares em que conseguimos mesmo obter resultados muito importantes e novos, de [de pinheiros que] rebentaram após secarem e em situação extrema de stress hídrico”, afirma.
O BLC3 tem agora total de 162 exemplares que “serão as plantas mães, para a seguir gerarem outras plantas com as mesmas características”. “No fundo, o nosso papel é ajudar a criar as condições genéticas, para depois termos viveiros que possam fornecer estas plantas”, conclui João Nunes.
