A Câmara Municipal de Lisboa (CML) reuniu o Conselho Municipal de Educação para debater a Política Educativa do Município, aprovar do Regimento do Conselho Municipal de Educação, e apresentar o projeto “Observatório para a Sobredotação e Talento”. Entre as medidas anunciadas, está a preparação de um plano de intervenção no âmbito das crianças ucranianas refugiadas, que contemplará o apoio psicológico.
O vereador da Educação Diogo Moura começou por referir que estão previstas várias obras de conservação e manutenção, no âmbito do Programa Escola Nova, e que será dada continuidade ao Programa Secundário para Todos, de combate ao insucesso escolar e abandono escolar precoce.
Um dos destaques principais foi a mobilidade, uma vez que está a ser estudado o desenvolvimento do programa “Kiss and Drive”, que tem como objetivo melhorar os locais junto às escolas onde os familiares vão deixar e buscar as crianças, de modo a que esta tarefa demore apenas um minuto, facilitando o acesso à escola e diminuindo o problema de congestionamento da via.
“Os programas de educação rodoviária também continuam, bem como os de apoio às famílias através dos auxílios económicos,” informa a autarquia.
As apostas do município vão passar também pelo “fomento das bibliotecas escolares, o desenvolvimento de um plano local de leitura, e uma melhoria das condições de estudo, “alargando os horários de alguns equipamentos como as bibliotecas” e com a criação de mais salas de estudo, onde há “uma grande carência””. Além disso, segundo Diogo Moura, outra das novidades será a expansão dos planos náuticos: “Temos de usufruir cada vez mais do nosso rio Tejo”, considera o autarca.
Na alimentação, os Programa Municipal de Alimentação Saudável e o “Vamos ser Saudáveis”, também continuarão a incutir hábitos de alimentação saudável nas escolas, e o Passaporte Escolar dará continuidade ao trabalho de promoção de arte urbana.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, fez questão de referir que também ele é “um produto da escola pública em Portugal” e que “educação precisa de uma adaptação para poder evoluir, e deve assentar sobretudo na motivação dos professores e outros profissionais que estão todos os dias com os alunos e num investimento prioritário na educação,” concluiu.
