Ontem (03/03) começou a ser realizada a transferência da água do Alqueva para a Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) através do Sistema de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém (Setúbal).
A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA) e as Águas de Santo André (AdSA) explicaram, através de um comunicado ao qual a Lusa teve acesso, que “a obra compreende um troço de 17 quilómetros que liga o adutor Roxo-Sado ao sistema de adução à albufeira de Morgavel”, no concelho de Sines e que, além disso, a água da barragem do Alqueva percorre “um total de 170 quilómetros de canais, túneis e condutas” e, “pelo caminho”, passa pelas barragens dos Álamos, Loureiro, Alvito, Pisão e Roxo, revelaram.
Segundo as entidades, a ligação, que exige um investimento de cerca de 12 milhões de euros, “vai contribuir significativamente para o aumento da fiabilidade do abastecimento de água ao principal polo industrial do país, uma vez que representa uma redundância da origem de água para fornecimento deste complexo”, acrescentando que para a empreitada foi também realizada “a ligação à albufeira de Fonte Serne, que garante o fornecimento de água aos perímetros de rega de Campilhas e Alto Sado”, esclareceram.
“No atual contexto de seca, a EDIA e a Águas de Santo André, contribuem para o aumento da resiliência dos seus sistemas, fazendo face aos períodos de seca que se vêm registando”, realçou o comunicado, documento onde é defendido que a barragem do Alqueva é uma “reserva estratégica de água, garantindo água para regadio aos seus perímetros e perímetros confinantes, água para abastecimento público e, agora, também água para abastecimento industrial”, concluíram.
