Na sequência da apresentação de um relatório desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a pedido da Câmara Municipal de Lisboa, para avaliar a vulnerabilidade sísmica em 32 escolas da cidade, a autarquia pretende intervir em sete escolas identificadas como prioritárias.
Os resultados do estudo foram apresentados pela vereadora das Obras Municipais, Filipa Roseta, pelo vereador da Educação, Diogo Moura, e por José Manuel Catarino e Alfredo Campos Costa, do Departamento de Estruturas do LNEC, e destacam como intervenções mais urgentes as seguintes escolas: Básica Luís de Camões, Básica Eugénio dos Santos, Básica Nuno Gonçalves, Básica Almirante Gago Coutinho, Básica Patrício Prazeres, Básica Paula Vicente e Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa.
Segundo Alfredo Campos Costa, estes estabelecimentos de ensino sofreriam “perdas superiores a 10%”, com um sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter, mas caso a intensidade sísmica fosse superior, os efeitos também poderiam ser mais graves.
As escolas identificadas como prioritárias serão ainda “objeto de uma avaliação estrutural mais detalhadamente com recursos a técnicas de inspeção e ensaios que permitam o desenvolvimento de reforços estruturais devidamente ajustados a cada escola”, informou o técnico do LNEC.
Já a vereadora Filipa Roseta lembrou que “a câmara está a cumprir as suas responsabilidades”, uma vez que as escolas passaram para o município, no âmbito do processo de transferência de competências para as autarquias, mas “sem o respetivo pacote financeiro para fazer as obras”, lamenta.
“A Câmara deve fazer os projetos de obra para estas escolas, executar essas mesmas obras, mas obviamente dependerá do financiamento do Ministério da Educação”, acrescentou Diogo Moura, com o pelouro da Educação, garantindo que a verba de 20 mil euros anuais disponibilizada pelo Governo para a manutenção das infraestruturas escolares, “não cobre as intervenções para reforço da resistência sísmica”.
