O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) alertou para queixas de utentes e funcionários relativas aos constrangimentos causados pelas as obras de requalificação da Linha do Vouga. De acordo com o grupo de cidadãos, as circulações diárias de comboios estão a ser bastante afetadas pelo avanço dos trabalhos de renovação integral de via, particularmente pela limitação da velocidade de circulação a 10km/h.
“Temos recebido diversas queixas por parte de utentes e funcionários da CP – Comboios de Portugal, sobretudo, devido aos atrasos resultantes da limitação da velocidade de circulação a 10km/h na extensão já intervencionada,” explicam.
Apesar do troço em questão, entre a estação de Oliveira de Azeméis e o apeadeiro de Santiago de Riba-UI, já ter sido requalificado devido à “ausência de maquinaria para a realização do ataque mecânico pesado na zona intervencionada”, existem neste momento “dois quilómetros de obra inacabada e comboios a circularem a uma velocidade extremamente reduzida”.
“Apelamos, portanto, às entidades responsáveis pela execução da obra, nomeadamente a Steconfer e a Infraestruturas de Portugal, para que sejam céleres na resolução deste problema e que façam os esforços necessários para que a maquinaria (atacadeira) chegue o quanto antes à Linha do Vouga, para que a obra possa ser totalmente finalizada na zona já intervencionada e, desse modo, seja reposta a velocidade normal de circulação afim de se evitarem os constrangimentos por nós denunciados,” conclui o MCLV.
