BAIXO ALENTEJO APRESENTA MEDIDAS PARA TRAVAR EFEITOS DA SECA
Entre as recomendações feitas ao Governo estão a antecipação dos apoios do PAC e a criação de uma “rede hidrológica nacional, que assegure água para todo o país”.
Redação
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10 de Fevereiro 2022, 15:00
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A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), em conjunto com as autarquias da região, reuniu um conjunto de recomendações para o futuro Governo, de modo a atenuar os efeitos da seca no território, nomeadamente, “proporcionar condições para que a atividade agrícola e agro-pecuária consiga ultrapassar este dificílimo momento”.

Entre as medidas consideradas “urgentes” estão a antecipação do pagamento dos apoios aos agricultores no âmbito do PAC; procurar agilizar o PRR de modo a apoiar a instalação de painéis de energia fotovoltaica; e a definição de um preço para a água do Alqueva para 2022 de modo a garantir a sustentabilidade e sobrevivência de culturas já instaladas (Perímetro do EFMA e Perímetros confinantes);

Além dessas, a CIMBAL recomenda ainda a autorização para o pastoreio de pousios; a atribuição de ajudas a fundo perdido à pecuária, para a construção de charcas, e para a aquisição de depósitos de água; a autorização o acesso à água para abeberamento de gado e a rega de sobrevivência das culturas; e a redução o período de retenção dos animais no âmbito das ajudas comunitárias;

Quanto às propostas menos urgentes, mas recomendadas “a médio prazo”, estão incluídas a criação de condições para implementar verdadeiros Seguros Agrícolas que, à semelhança de outras intempéries, considerem também a seca; reativar a medida de eletricidade verde definindo uma taxa de apoio que compense efetivamente os agricultores pelos aumentos do custo da energia;

É ainda solicitava a ligação da barragem do Roxo ao Monte da Rocha, e a criação de uma “rede hidrológica nacional, que assegure água para todo o país, ligando o norte ao sul”, evitando assim deixar “áreas do país condenadas à falta de água”.

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