AMBIENTALISTAS QUEREM PARAR ABATE EM OVAR
A Amigos do Cáster e a Quercus querem parar o abate do pinhal de Ovar.
Maria João Silva
Texto
9 de Fevereiro 2022, 11:00
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A associação ambientalista Amigos do Cáster e a organização não-governamental de conservação da natureza Quercus querem parar o abate de 250 hectares de árvores no Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, a maior mancha verde do município. 

O Plano de Gestão Florestal para essa extensão de pinhal foi anunciado em 2016, mas só agora, com a mudança da paisagem de Cortegaça, é que está a levantar questões relativamente ao seu impacte ambiental.  Perante o processo, a associação juvenil Amigos do Cáster afirma que “é incompreensível que não estejam a ser aplicadas medidas de conservação e gestão essenciais para a manutenção desta importante área florestal do concelho”, acrescentando que “a crescente contestação social parte de um legítimo crescimento da consciência ambiental e cívica”, exigindo assim “a realização de um processo de discussão pública participado, em que sejam esclarecidas e discutidas, com seriedade e serenidade, questões relativas às boas práticas de gestão e conservação da floresta [local]” 

Segundo a mesma fonte, as receitas relativas à  madeira e resina fazem com que a discussão da temática seja ainda mais “urgente e necessária”. 

Já a Quercus apela “à suspensão e reversão da decisão do corte raso do pinhal-bravo nos talhões do Perímetro Florestal das Dunas de Ovar”. “Com os cenários das alterações climáticas, não se compreende que se pretenda abater 250 hectares de pinheiro-bravo numa floresta litoral, bem como se estranha o anúncio de que a reflorestação de uma zona invadida pelas acácias será espontânea, sem intervenção humana”, pode ler-se no  comunicado. 

“Considerando também o grave problema do recuo da linha de costa no concelho de Ovar, a manutenção da floresta de proteção no litoral é importante para contenção da erosão costeira, pelo que deve ser avaliada a suspensão e alteração dos cortes previstos no Plano de Gestão Florestal [do ICNF]”, conclui. 

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