Os empréstimos solicitados pela autarquia de Vila do Conde, no valor de 3,5 milhões de euros, vão ser canalizados para pagar parte das obras do Bairro do Farol e do Centro Comunitário das Caxinas, mas também reforçar a tesouraria do município.
“A tesouraria está em grandes dificuldades. No início deste mês, temos fundos negativos de um milhão de euros e todos eles resultantes de compromissos assumidos no mandato anterior”, explicou Vítor Costa, atual autarca, em declarações ao Jornal de Notícias.
Segundo o Presidente da Câmara de Vila do Conde, num curto prazo será pedido um empréstimo de 1,5 milhões de euros (ME), que deverá ser pago até ao final de 2022, e mais dois de médio e longo prazo com um valor de 1 milhão de euros cada.
De acordo com o executivo, um dos empréstimos destina-se a pagar parte das obras do Centro Comunitário das Caxinas (CCC), empreitada que está quase concluída, mas que tem uma dívida de 2,4 ME. O segundo empréstimo no valor de 1 milhão de euros deverá ser canalizado para a requalificação do Bairro do Farol, obra que exigiu um investimento de 2,7 ME e uma comparticipação de 650 mil euros.
Vítor Costa insiste que é “incompreensível” que a empreitada não tenha integrado a Estratégia Local de Habitação, medida através da qual podia gozar de um financiamento a 100%. O autarca referiu ainda que Elisa Ferraz, anterior Presidente da Câmara de Vila do Conde, deixou uma dívida de 13 ME, mas a ex-autarca defende que não deixou “uma única fatura por pagar”, acrescentando que, além de ter deixado um saldo positivo de 10 milhões de euros, em oito autos enquanto líder do município, diminuiu a dívida municipal em 32 milhões de euros.
O EuroRegião tentou obter mais esclarecimentos junto da Câmara Municipal de Vila do Conde, mas a autarquia recusou-se a responder, remetendo para um “comunicado que irá ser emitido esta semana”.
Fotografia: Joseolgon
