MUNICÍPIO DO PINHAL DE LEIRIA CONTRA PLANO FLORESTAL PROPOSTO
Após os efeitos do incêndio de 2017, a autarquia do Pinhal de Leiria recusa o Plano de Gestão Florestal por não assegurar o “interesse dos cidadãos e da comunidade”.
Redação
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2 de Fevereiro 2022, 17:00
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O município da Marinha Grande, onde se localiza o Pinhal de Leiria, juntou-se à Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria no chumbo do Plano de Gestão Florestal (PGF) da Mata Nacional de Leiria 2019-2038, elaborado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Segundo a autarquia, “esta proposta de plano resulta do trabalho unilateral do ICNF, sem que tivessem sido auscultados outros intervenientes que podem dar contributos válidos, nomeadamente o Município da Marinha Grande, o Observatório do Pinhal do Rei e o Gabinete de Proteção Civil”, afirmam num comunicado enviado à Lusa, acrescentando que “depois das consequências devastadoras do incêndio de 2017” é impossível “aceitar a aplicação de um documento de gestão territorial que não ouça os vários agentes locais e, desse modo, não fique garantido o superior interesse dos cidadãos e da comunidade onde se situa a MNL”.

“O próprio Governo reconheceu a necessidade de envolver a academia, os agentes locais e a comunidade civil, nos Planos de Recuperação das Matas Nacionais, tendo criado a Comissão Científica e o Observatório do Pinhal do Rei, que, agora, não foram considerados”, referiu o presidente da Câmara Municipal, Aurélio Ferreira, na mesma nota.

Nesse sentido, a Marinha Grande está preocupada “com as questões relacionadas com a recuperação e defesa contra incêndios, nomeadamente a salvaguarda de pessoas e bens, a recuperação ecológica e a preservação do património natural, histórico e cultural, centrais para a população da Marinha Grande e que constam na agenda de prioridades do concelho”, e apela à “criação de uma comissão de acompanhamento e monitorização das ações de reflorestação a considerar”.

Também o Observatório do Pinhal do Rei aponta várias falhas técnicas ao plano proposto, nomeadamente a aposta no “antigo paradigma de gestão”, e a omissão da “análise, caracterização e mitigação da erosão dunar” e da metodologia para controlo das espécies invasoras.

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