Inquérito do ISCTE/ICS para a SIC e Expresso
Segundo o estudo do ISCTE, o PS terá cerca de 35% das intenções de voto, uma ligeira vantagem face ao 33% estimados para o PSD. Contudo, devido às margens de erro associadas, estes resultados podem traduzir-se num empate técnico.
Já o Chega, Iniciativa Liberal e CDU surgem com intenções de voto de 6%, acima do Bloco de Esquerda com apenas 5%. Para o PAN a previsão é de 2% dos votos, e o CDS e o Livre com 1%.
Assim sendo, a esquerda (PS, CDU, BE, Livre e PAN) conseguiria a maioria dos assentos parlamentares com 49%, e os partidos de direita (PSD, Iniciativa Liberal, CDS e Chega) ficariam com 46%.
Para este inquérito foram contactados 3.663 indivíduos elegíveis e validadas 1.003 entrevistas, entre 18 e 24 de janeiro.
Universidade Católica para o Público, RTP e Antena 1
A Universidade Católica (UC) prevê um cenário semelhante entre as duas maiores forças políticas: 36% das intenções de voto são no PS, ainda assim uma queda de um ponto percentual face à previsão da semana anterior, e o PSD fica nos 33%.
Tal como aconteceu com a estimativa do ISCTE, os dados apontam para que o Chega e a Iniciativa Liberal consigam ambos 6% das intenções de voto, contudo, a UC prevê que a estes se junte o Bloco de Esquerda com a mesma percentagem.
De acordo com esta análise, a CDU registará 5% dos votos, e o CDS-PP, Livre e PAN 2%.
Também neste cenário a esquerda asseguraria uma maioria parlamentar de 49%.
Estes dados foram apurados através de um inquérito realizado entre 19 e 26 de janeiro, com 2.192 respostas válidas.
Problemas com sondagens
No entanto, é importante ressalvar que, como todas as previsões, as sondagens são apenas indicativas e muitas vezes falham. Não devendo, por isso, influenciar a decisão dos eleitores se deslocarem às urnas ou a sua intensão de voto.
Ainda nas últimas eleições autárquicas, a vitória de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa foi a grande surpresa da noite eleitoral, uma vez que nenhuma sondagem o apontava como possível vencedor.
Uma das razões para os erros nas previsões é a elevada percentagem de indecisos e de abstenção. Isto é, muitas pessoas respondem aos inquéritos, mas depois não se dirigem às urnas ou, no momento da resposta ainda não decidiram em que vão votar.
