PORTUGAL É RECORDISTA NA PRODUÇÃO DE AZEITE, MAS NÃO ESCOA PRODUTO
Portugal vai registar a maior produção de azeite de sempre, ao chegar às 180.000 toneladas. Apesar da conquista, o setor tem dificuldade em escoar o bagaço de azeitona.
Redação
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26 de Janeiro 2022, 11:09
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Em declarações à Lusa, a Casa do Azeite referiu que, este ano, a produção de azeite será “segundo todas as estimativas”, a maior de sempre em Portugal, com cerca de 180.000 toneladas. No entanto, a mesma fonte revela que, no Alentejo e Trás-os-Montes, existe dificuldade em escoar atempadamente o bagaço de azeitona devido ao nível da produção e ao facto de esta se concentrar em pouco tempo, nomeadamente, entre os meses de Outubro e Dezembro. 

Segundo Mariana Matos, Secretária Geral da Casa do Azeite, “um lagar só pode funcionar se os bagaços de azeitona forem retirados. Daí que alguns lagares tivessem mesmo que encerrar até que fosse possível o escoamento dos bagaços. Alguns olivicultores optaram por outras soluções, por exemplo, enviar azeitona para lagares espanhóis ou enviar o bagaço de azeitona para extractoras espanholas”, no entanto, o processo aumenta os custos de produção.  

De acordo com a mesma fonte, o problema seria contornado se o sector estivesse “correctamente dimensionado”, com capacidade de tratamento do bagaço de azeitona “em sintonia” com a produção. “Este é um problema sério que tem que ser solucionado, tem que ser permitido o aumento da capacidade das extractoras existentes ou aprovadas novas, sob pena de comprometer todos os esforços que o sector produtivo tem feito nos últimos anos”, realçou. 

Segundo os dados do Eurostat, citados pela Casa do Azeite, entre jJaneiro e nNovembro de 2021, as exportações nacionais de azeite registaram uma quebra de 6,3% em volume para 182.200 toneladas, mas em valor aumentaram cerca de 8% para 562,5 milhões de euros, face ao aumento de preço do azeite. “Como os preços do azeite se mantêm elevados, é de prever um abrandamento das exportações nacionais também em 2022, nomeadamente das exportações de azeite embalado”, concluiu Mariana Matos. 

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