AÇORES E MADEIRA QUEREM “FRENTE INSULAR” PARA A PESCA
As Regiões Autónomas querem fazer parte dos organismos nacionais que negoceiam as quotas de pescado e políticas de pesca com a União Europeia.
Redação
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24 de Janeiro 2022, 11:59
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Manuel São João, secretário do Mar e Pescas dos Açores, defendeu, durante uma visita à Madeira, a necessidade de criar uma “frente insular permanente”, que proporcionará um setor “mais favorável às regiões autónomas”, afirmou durante a sua intervenção.  

“Queremos estar presentes na mesma sala onde esses senhores tomam as decisões, nomeadamente na atribuição da quota dos tunídeos”, declarou Teófilo Cunha, secretário regional do Mar e Pescas da Madeira. 

As frotas da Madeira e dos Açores partilham a quota anual de 100 toneladas de atum rabilho e gerem, em conjunto, 85% da quota nacional de atum patudo (2.800 toneladas) e atum voador (1.900 toneladas). O Arquipélago dos Açores conta com 535 embarcações, número consideravelmente superior ao da Madeira, que conta apenas com 84 barcos, dos quais 24 são espadeiros (peixe-espada preto), 21 atuneiros, três ruameiros (cavalas e chicharros) e 36 polivalentes. 

O governante madeirense afirmou que “as regiões autónomas não podem estar a resolver problemas que são comuns a ambas em separado”, realçando também a necessidade de se renovar as frotas regionais de pesca.  

No entanto, o secretário do Mar e Pescas dos Açores alertou para os “constrangimentos” provocados por obras em simultâneo em dois entrepostos frigoríficos, na  Vila do Porto (Santa Maria) e Horta (Faial), e pela intervenção na infraestrutura de Madalena do Pico, que representa metade da capacidade de congelação dos interpostos dos Açores, tendo também realçando que estas obras podem influenciar a atividade piscatória.  

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