"ATRASO" NA LIGAÇÃO DE ALTA VELOCIDADE A ESPANHA "É TEMPO SEM RETORNO"
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) - Rio Minho destacou o troço Porto/Vigo como o “mais importante”.
Redação
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17 de Janeiro 2022, 19:00
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“Portugal tem de entender o trabalho na ferrovia e na alta velocidade como uma última oportunidade”, afirmou Rui Teixeira, diretor do AECT Rio Minho, durante o fórum “Ave [comboio de alta velocidade] Madrid – Ourense: Um caminho para a Galiza: desafios e oportunidades”, acrescentando que “não pode ser uma espécie de jangada de pedra. Todo o tempo que venha a perder-se na ligação da ferrovia portuguesa, em alta velocidade, à rede espanhola é um tempo sem retorno. Este é um tempo decisivo”.

Segundo o mesmo, as “ligações entre Portugal e Espanha, mais concretamente entre Portugal e a Galiza, são vitais e nunca suficientes” e a criação de uma linha de alta velocidade “é importantíssima para atrair turismo, garantir competitividade da economia e melhorar decisivamente a qualidade de vida e a mobilidade dos cidadãos”, dando especial relevância à ligação internacional entre as cidades do Porto e Vigo como a “mais importante entre Portugal e Espanha, em termos de volume de tráfego, superando mesmo a ligação Lisboa-Madrid”.

Contudo, o responsável da AECT e presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, lembrou que “a modernização da ferrovia e a necessidade de investir em linhas de alta velocidade foi recolocada nas prioridades do discurso político”, uma vez que já “há um plano concreto de investimento, que está aprovado e que consiste na ligação ferroviária de alta velocidade entre o Norte de Portugal e a Galiza, planeada no Programa Nacional de Investimento 2030, com a construção da primeira fase da linha de alta velocidade entre o Porto e Vigo (…) passando-se de uma viagem de 02:20 atuais para cerca de uma hora”.

Numa breve nota sobre a regionalização, Rui Teixeira defendeu que “adiada sucessivamente a necessidade de regionalizar o país, o que desembocou numa macrocefalia asfixiante” e “esta macrocefalia culmina na ausência de investimentos fora da capital, por exemplo, no quase eterno adiamento das linhas de alta velocidade,” concluiu.

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