O secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Catarino, afirmou que a reflorestação do Pinhal de Leiria está atrasada devido à dificuldade em contratar pessoal, o que compromete a execução dos fundos europeus.
Em entrevista à rádio Renascença, João Catarino não quis precisar quantas árvores foram plantadas desde o incêndio, em 2017, mas afirmou que quase metade da área já está intervencionada.
O plano para a concretização dos fundos “sofreu atrasos, por falta de mão de obra, embora as empresas que tinham contratualizado este serviço, há um ano e meio, acabaram por nos reportar e alguns até foram penalizados por não terem conseguido cumprir os prazos previstos para a plantação, porque não conseguiram contratar mão de obra,” explicou o governante.
O secretário de Estado acredita que “a União Europeia terá a sensibilidade para perceber que não conseguíamos fazer mais”, acrescentando que “haverá sempre bom senso nas tomadas de decisão e se tiver de ser, no limite, a prorrogação de alguns destes prazos”.
O Plano de Gestão do Pinhal Nacional de Leiria, que está neste momento em discussão pública, prevê um investimento de 10 milhões de euros, até 2025, para a recuperação do pinhal.
