AÇORES CRITICAM POLÍTICA "CENTRALISTA" E "INACEITÁVEL"
Em causa está o apoio concedido pelo Governo às empresas para fazer face ao aumento do salário mínimo, e que “inexplicavelmente não se estende às regiões autónomas”.
Redação
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10 de Janeiro 2022, 16:00
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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, acusou o Governo de António Costa de um centralismo “inaceitável” e “politicamente repudiável” devido ao apoio às concedido às empresas para fazerem face ao aumento do salário mínimo nacional, e que “inexplicavelmente não se estende às regiões autónomas”.

Após a reunião da comissão permanente de concertação social, o responsável do Executivo Regional destacou que a comissão foi “unânime” na crítica à decisão do Governo Central, que consideram “uma situação inaceitável de centralismo”, de “duvidosa constitucionalidade e politicamente repudiável”.

“Tomamos aqui uma posição firme, em nome da comissão permanente da concertação social, não só de assumir um contacto com a região autónoma da Madeira para ser solidária com esta posição dos Açores e de fazer saber aos órgãos de soberania o nosso descontentamento e protesto,” disse José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas, acrescentando que a reivindicação do apoio já oficialmente manifestada através da secretaria das Finanças.

“O que vamos fazer é uma luta, com qualquer governo, seja qual for a cor partidária, para marcar posição autonómica no que diz respeito às competências firmes dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas, mas também, por outro lado, não deixar incólume a exigência e reivindicação das responsabilidades do Estado”, declarou o governante.

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