Sofia Rodrigues, docente e investigadora da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), faz parte da equipa de matemáticos e informáticos que está a colaborar com médicos da República Dominicana no desenvolvimento de uma ferramenta informática que permita prever, com uma antecipação entre quatro a seis semanas, um surto de dengue no país sul-americano.
Segundo a investigadora, o projeto, que vai analisar os seus primeiros resultados no primeiro trimestre, é um “grande passo” na prevenção da doença, uma vez que este pretende criar um modelo preditivo de surtos de dengue através da inteligência artificial.
A iniciativa, financiada pelo Fondo Nacional de Innovación y Desarrollo Científico y Tecnológico da República Dominicana, vai permitir que o Sistema Nacional de Saúde da República Dominicana identifique, através de dados climáticos e sociodemográficos, surtos de dengue, dando assim uma melhor resposta à doença.
“Usando dados reais dos hospitais da Região Metropolitana da República Dominicana, e a monitorização em tempo real de variáveis climatéricas, como a precipitação, a temperatura e a humidade, é possível criar modelos matemáticos que prevejam com alguma fiabilidade a emergência de um surto dentro do espaço temporal de duas a quatro semanas”, esclareceu a investigadora, assegurando que, desta forma, “os serviços hospitalares poderão estar melhor preparados para o acréscimo de casos de dengue e a população pode tomar medidas de prevenção para não contrair a doença”, explicou.
