O novo Governo de Mark Rutte, primeiro-ministro dos Países Baixos, é composto por um número recorde de 14 mulheres, num total de 29 ministros. A lista de membros do novo Governo holandês foi comunicada pelos quatro partidos políticos que, em dezembro, chegaram a acordo para formar uma coligação governamental. Mark Rutte vai receber cada um dos governantes partidários, na próxima semana, antes de fechar oficialmente a composição do seu Governo que, até agora, conta com 20 ministros, dos quais 10 são mulheres, respeitando assim os objetivos e quotas de representatividade – de 48% – definidas pelo país.
Um dos exemplos é Sigrid Kaag, ex-chefe da diplomacia, que será a nova ministra das Finanças dos Países Baixos, um dos países defensores do rigor orçamental na Europa, e que frequentemente entram em confronto com os Estados do sul da Europa nas questões orçamentais. Já Wopke Hoekstra, atual ministro das Finanças, e defensor da ortodoxia orçamental, vai tornar-se ministro dos Negócios Estrangeiros.
De acordo com o Índice de Igualdade de Género de 2021, os Países Baixos foram o país europeu que resgistou maior aumento na representatividade, comparativamente com 2020, ultrapassando a Finlândia e a França e ocupando agora o terceiro lugar da tabela.
Em Portugal, existe uma presença feminina de 40% no Governo e no Parlamento, valor superior à média europeia, fixada nos 33%. Segundo o Eurostat, em 2020, um em cada três membros dos parlamentos e dos governos do espaço europeu eram mulheres. No entanto, apesar de Portugal superar a média da União Europeia (UE), o país fica abaixo dos valores da Finlândia (55%), Áustria (53%), Suécia (52%), França (51%) e Bélgica (50%), os cinco países onde metade ou mais de metade dos governantes são mulheres.
Pelo contrário, países como a Malta (8%), Grécia (11%), Estónia (13%) e Roménia (17%) têm os níveis mais baixos de representatividade das mulheres nos seus executivos. “O número de mulheres Presidentes e primeiras-ministras na UE também aumentou desde 2004”, afirmou o Eurostat, acrescentando que no mesmo ano “nunca houve mais de quatro mulheres Presidentes ou primeiras-ministras ao mesmo tempo.”, pode ler-se no documento.
Nos parlamentos dos estados-membros da UE, a presença de deputadas tem vindo a aumentar nos últimos 16 anos, mas o indicador também identifica diferenças consideráveis no que que diz respeito a esta variável. Desde 2004 que o número de mulheres Presidentes e primeiras-ministras tem vindo a aumentar, mas, em 2020, “nenhum país da UE tinha mais mulheres do que homens em lugares no Parlamento” e “nunca houve mais de quatro mulheres Presidentes ou primeiras-ministras ao mesmo tempo,” referem em comunicado.
Em 2021, o Índice de Igualdade de Género, revelou que: “A Suécia e a Dinamarca são, uma vez mais, os países com melhor desempenho no índice deste ano, seguidos dos Países Baixos, que ultrapassaram a Finlândia e a França na conquista do terceiro lugar”, acrescentando que o país neerlandês foi onde se registaram mais melhorias face aos valores de 2020.
