CASTELO DE PAIVA VAI TER LIGAÇÃO RÁPIDA ÀS AUTOESTRADAS EM 2028
A nova ligação, com 9,9 quilómetros, “irá contribuir para a coesão e competitividade” de Castelo de Paiva.
Redação
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3 de Janeiro 2022, 18:00
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O Estudo de Impacte Ambiental desenvolvido pela empresa COBA revelou que Castelo de Paiva vai passar a ter acesso à rede de autoestradas através de um troço de 9,9 quilómetros da variante à Estrada Nacional 222. 

Após a queda da ponte de Entre-os-Rios, em 2001, foi anunciada a construção de uma variante à Estrada Nacional 222, estando atualmente abertos dois dos três lanços previstos: de Castelo de Paiva a Cruz da Carreira e desta localidade à Zona Industrial de Lavagueiras. 

O novo troço, que deverá ser construído no extremo norte do distrito de Aveiro e numa pequena franja do do Porto, vai atravessar Lomba, a única freguesia de Gondomar na margem sul do Douro, em direção ao nó de Canedo (Santa Maria da Feira) da Autoestrada 32.  

Segundo a COBA, entidade responsável pelo o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) ao qual a Lusa teve acesso, o resumo não técnico do EIA da obra vai estar em avaliação pública até ao dia 28 de janeiro e o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (Recape) será submetido a um procedimento de verificação “durante o primeiro trimestre de 2023”, avançando posteriormente para o concurso público. 

De acordo com a empresa, os trabalhos de construção iniciam-se entre o primeiro trimestre de 2024 e o quarto de 2025, e os impactes positivos superam os factores negativos da empreitada que “se farão sentir principalmente a nível local e durante a fase de construção”, revelou. 

Segundo a mesma fonte, “a estrada irá contribuir para a coesão e competitividade através do reforço das acessibilidades rodoviárias à Zona Industrial de Lavagueiras, permitindo um suporte mais adequado para a entrada e saída de mercadorias de forma eficiente e económica, sendo que esta melhoria de acessibilidades está prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, indica a COBA no documento. 

A infraestrutura vai ter uma faixa de rodagem com sete metros de largura  e características de itinerário complementar, com via de lentos em subidas pronunciadas. 

O EIA sublinha que esta solução é mais adequada “do ponto de vista ambiental e social”, uma vez que as outras opções implicavam a necessidade de mais expropriações em áreas florestais e agrícolas. De acordo com os estudos, uma das alternativas ao traçado proporcionava um ganho de dois minutos na realização do trajeto, mas exigia a construção de um túnel, que implica custos de manutenção muito superiores, comparativamente com as soluções em talude. 

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