O PAN Madeira terminou 2021 com um balanço negativo do estado financeiro da região. Em comunicado, o partido destaca que “a economia regional assenta nos «carunchos» e subsídios, 32% dos contribuintes regionais estão isentos de pagar IRS (um aumento de 7% face a 2020)”.
Segundo o mesmo, a Madeira é a região portuguesa “onde a miséria e a taxa de pobreza mais aumentam”, com mais de um terço da população ativa madeirense a receber mensalmente menos de 710 euros. Ainda assim, de acordo com o PAN, a este número é necessário “acrescentar os que sobrevivem com o subsídio de desemprego (que ainda recebem) e os que já não recebem subsídio de desemprego (desempregados de longa duração)”.
“E este é o sucesso de 45 anos de governo do PSD-M com o apoio do CDS, somos hoje a região com maior percentagem de cidadãos a viverem no limiar de pobreza, somos a região onde a miséria e a taxa de pobreza mais aumentam no todo nacional,” sublinham.
Na mesma nota, o partido cita dados da UE que revelam que a Madeira tem “dos mais altos índices per capita de riqueza, ao nível de Lisboa e acima do Porto”, e acusam o Governo regional de transformar o arquipélago no “Dubai do Atlântico: Onde muito poucos, têm rendimentos tão elevados que conseguem cobrir os rendimentos daqueles que não os têm”.
Como principal consequência do estado da economia madeirense referem tratar-se da “segunda região do país que mais população perdeu na última década”. “Nos últimos 10 anos a Madeira perdeu 15 mil habitantes, pese embora o feliz regresso de tantos compatriotas nossos que chegaram da Venezuela e da África do Sul e muitos mais deviam vir, acrescentamos, pois se durante anos enviaram divisas, hoje trazem esperança e energia para uma região envelhecida”, argumentam.
De acordo com os números do partido, existem na Madeira 157 idosos por cada cem jovens, um resultado da redução do número de nascimentos e da emigração jovem. “A Madeira é uma das regiões do país que menos jovens conseguem manter e atrair” e “onde a educação menos responde às necessidades dos jovens e mais falhas às necessidades de formação dos adultos”, lamentam.
Nesse sentido, “importa mudar o paradigma pois a escola tem de voltar a ser o verdadeiro elevador social que a região precisa; a economia tem de proporcionar emprego e esperança para que os jovens tenham confiança e possam constituir família”, uma vez que “a autonomia não nos garante que sejamos todos ricos, mas deve-nos garantir que os pobres deixem de o ser,” considera o PAN.
