A Modernização da Via e Catenária da Linha de Cascais faz parte do plano de requalificação desta ligação ferroviária e deverá exigir um investimento de 36 milhões de euros.
Com a intervenção, que vai ter o apoio do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR), o projeto pretende aumentar a sustentabilidade económica e ambiental, bem como a eficiência do serviço ferroviário, de modo a incentivar a utilização do transporte público por parte dos milhares de pessoas que diariamente se deslocam para Lisboa.
Além disso, no âmbito da obra, está também prevista a migração do atual sistema de eletrificação, de 1500 V para 25 kV, o que permite harmonizar as condições de exploração desta linha com o resto da Rede Ferroviária Nacional e reduzir em mais de 1 milhão de euros os custos de energia suportados anualmente pela Comboios de Portugal (CP).
Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), o projeto engloba outras intervenções, nomeadamente:
- Implementação de sete novas diagonais de contravia;
- Alterações de layout nas Estações de Oeiras e Cascais;
- Criação de uma nova ligação ao Parque de Material de Carcavelos.
De acordo com a mesma fonte, a empreitada na Linha de Cascais, ao querer promover a eficiência nos transportes ferroviários, exige a intervenção noutras áreas:
- Energia de Tração, incluindo construção de nova Subestação de Tração em Sete Rios – Empreitada em contratação;
- Sinalização Eletrónica – Empreitada em curso;
- Implementação de Sistemas de Videovigilância e Informação ao Público – Concursos em preparação;
- Beneficiação de Estações e Apeadeiros, intervenções em Passagens de Nível (PN) e nos atravessamentos de Nível em Estação/Apeadeiro – Projeto em elaboração;
- Supressão da PN Rodoviária de São João, última passagem de nível rodoviária ainda em funcionamento na linha de Cascais – Projeto em elaboração.
A IP refere que este é “um projeto de grande importância, cuja concretização, aliada à aquisição de novos comboios para os serviços suburbanos que a CP está a promover, irá reforçar e melhorar substancialmente a oferta de transporte público, potenciando o crescimento da procura e a maior sustentabilidade económico-financeira do sistema ferroviário na região de Lisboa”, pode ler-se na plataforma digital da entidade.
