Lagos vai receber um investimento de 4,14 milhões de euros para renovar os processos de produção e armazenamento de energia, nomeadamente da energia renovável destinada ao autoconsumo e às Comunidades de Energia Renovável, mobilidade sustentável (elétrica), cobertura com soluções de comunicação 5G e medidas ativas d prevenção e proteção contra incêndios.
A renovação e investimento na Área de Acolhimento Empresarial (AAE) de Lagos é resultado da candidatura, apresentada pela autarquia, que demonstrou “ter a capacidade para fornecer as necessidades de consumo das empresas instaladas na AAE e, de modo integrado, a utilização do excedente de energia no sistema de carregamento elétrico de viaturas e na alimentação dos sistemas de comunicação 5G e equipamentos contra incêndios”, pode ler-se no comunicado da Câmara Municipal de Lagos.
No ramo da mobilidade sustentável, a verba inserida no plano de investimentos a financiar pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vai permitir criar novos pontos de carregamento elétrico para automóveis e aumentar a capacidade de produção de energia através de fontes renováveis tendo em consideração o fornecimento das necessidades de consumo de energia da AAE, e ainda aumentar o número de viaturas elétricas/híbridas, quer ao serviço das atuais 84 empresas instaladas, quer dos próprios trabalhadores.
Além disso, a candidatura prevê também um reforço da cobertura em 5G, o que permite criar valor tecnológico na região e abre, simultaneamente, a possibilidade de ser instalado um polo de inovação digital que apoie um “desenvolvimento empresarial mais inovador e baseado nas tecnologias digitais, conforme políticas locais explanadas na candidatura e projetos concretos de expansão da AAE a curto/médio prazo”, defende a autarquia.
De acordo com o município, a candidatura ao investimento e inovação da AEE foi impulsionada pelos “impactos ambientais e energéticos altamente positivos no médio-longo prazo, da maior atratividade do território em termos empresariais, de um ecossistema natural e biodiversidade mais protegido de incêndios rurais e de um ambiente social e demográfico mais favorável à qualidade de vida”, concluiu.
