De acordo com os dados mais recentes, a Comissão Europeia (CE) conseguiu providenciar 4,2 mil milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, atingindo os 78,4% de adultos vacinados. Apesar disso, continua em permanente negociação para conseguir doses adicionais, assim como para aumentar a produção de vacinas, de modo a garantir as doses de reforço necessárias e manter a imunidade a novas variantes. Nesse sentido, o resto do mundo também ocupa um papel importante e “a UE está empenhada em garantir que as vacinas seguras cheguem a todos os cantos do mundo”, garante a Comissão.
Segundo dados da CE, até dezembro de 2021, a União Europeia exportou cerca de 1,4 mil milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, incluindo 47,9 milhões de doações bilaterais e 330 milhões cedidas através do programa de Acesso Global às Vacinas da Covid-19 (COVAX) da Organização Mundial de Saúde.
Para acabar com a pandemia, precisamos lutar em todas as frentes.
Somos o maior doador e exportador de vacinas do mundo.
Trabalhamos em estreita colaboração com parceiros para acelerar a entrega e aumentar a capacidade de produção de vacinas em todo o mundo.#SafeVaccines pic.twitter.com/a5OjQMv5PW— CEemPortugal (@CE_PTrep) December 17, 2021
Os esforços para distribuição de vacinas pelos países desfavorecidos não se devem apenas à solidariedade europeia. Devido à ausência de vacinação em massa em vários países, o coronavírus não só se propaga pela população não-imunizada, como entra em mutação, criando novas variantes. Estas novas estirpes podem começar nos países mais pobres, mas rapidamente se espalham pelo resto do mundo – como aconteceu recentemente com a variante Omicron cujo o primeiro caso foi detetado na África do Sul (o país tem uma taxa de vacinação de apenas 27% e, em zonas rurais, é por vezes inferior a 10%).
“Ninguém estará seguro até que todos estejam seguros”, lembra a UE na estratégia global contra a COVID-19, destacando o papel da União como “líder” da resposta global “para garantir que ninguém é deixado para trás”, uma vez que “a saúde e a recuperação sustentável de todo o mundo dependem disso,” conclui.
As previsões apontam para que até ao final do ano sejam deitadas fora cerca de 100 milhões de doses.
A União Europeia enfatiza o facto de “neste momento, 44% da população mundial já está vacinada. Grande parte das doses necessárias para a vacinação foram exportadas ou doadas pela Europa”.
“E faremos mais. Vamos intensificar os nossos esforços para apoiar África, onde a vacinação é inferior a outras partes do mundo. O nosso objetivo é garantir que 70% da população mundial está vacinada até meados de 2022,” diz ainda.
Contudo, um dos principais problemas na distribuição igualitária de vacinas é a encomenda por excesso nos países do ocidente, incluindo a União Europeia. Por outras palavras, as principais potências económicas têm procurado garantir o maior número de vacinas que conseguem, apesar de não terem capacidade para administrar todas as doses que adquirem, e o resultado é o desperdício. As previsões apontam para que até ao final do ano sejam deitadas fora cerca de 100 milhões de doses por países do ocidente que deixaram passar os prazos de validade.
