MILÃO VAI PLANTAR 3 MILHÕES DE ÁRVORES, UMA POR CADA CIDADÃO
Para criar uma “floresta urbana” Milão está a investir na investigação para a plantação adequada de árvores e educação dos cidadãos.
Redação
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16 de Dezembro 2021, 18:00
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Tudo começou com o “Bosco Verticale” (Floresta Vertical), dois prédios que reúnem tantos arbustos nas suas varandas como um hectare de floresta. O projeto do arquiteto Stefano Boeri correu o mundo por aliar a criatividade à sustentabilidade, e inspirou o Forestami – o plano para transformar Milão numa “floresta urbana” com a plantação de três milhões de árvores até 2030.

A ideia é plantar uma árvore por cada habitante da cidade e a estratégia avança em duas frentes: investigação e educação. Em parceria com a Universidade Politécnica de Milão, a Forestami está a estudar a distribuição de árvores mais adequada, tendo em conta a espécie de flora, e os melhores locais para o seu desenvolvimento em comunhão com a cidade. Ao mesmo tempo, quer sensibilizar os cidadãos para a importância da reflorestação. “É preciso aceitar que é preciso espaço para plantar uma árvore, e que isso deixará menos espaços para outras coisas,” por isso, “é preciso transformar não só o espaço, mas as pessoas que vivem nele,” explicou Maria Chiara Pastore, a diretora científica da Forestami.

“É preciso aceitar que é preciso espaço para plantar uma árvore, e que isso deixará menos espaços para outras coisas.”

A implementação de áreas verdes na cidade, incluindo a construção de um parque municipal, foi mapeada para funcionar em rede, construindo “conexões ecológicas entre as várias localidades” e contribuído para o aumento “da biodiversidade de espécies vegetais e animais,” pode ler-se no site da iniciativa.

Mais árvores também significa uma maior poupança de energia. Segundo a Forestami, “ter árvores ao redor das casas podem reduzir o uso de ar condicionado em 30% e, ao mesmo tempo, aumentar o valor da propriedade em 12%, comparativamente com áreas sem vegetação”.

A campanha ambiciosa para o aumento dos espaços verdes, em conjunto um o trabalho de substituição da frota de transportes públicos por veículos elétricos e o aumento da utilização de fontes de energia renováveis em edifícios públicos, fez de Milão a única cidade italiana que cumpriu os objetivos definidos no Acordo de Paris de 2016 e uma das 54 cidades do mundo a contribuir para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C.

Foto: Fred Romero

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