No passado sábado (27/11), 25 organizações, que se dedicam à proteção do oceano, reuniram-se em São Miguel para “facilitar a troca de conhecimento e a partilha de experiências entre as diferentes organizações, debater os grandes desafios atuais e futuros que o mar dos Açores enfrenta” e “aumentar a capacidade de participação destas organizações em consultas públicas”, disse a organização da iniciativa em declarações à Lusa.
Segundo João Rosa, da Associação Ecológica dos Amigos dos Açores, o “principal problema existente é mesmo a sobrepesca e a falta de implementação de reservas marinhas que permitam a recuperação dos ecossistemas”, referiu numa nota de imprensa enviada à Lusa.
Já Alonso Miguel, secretário regional do Ambiente e das Alterações Climáticas, afirmou que “só com a aplicação de medidas de prevenção e de gestão de resíduos adequada se pode reverter os impactos causados ao nível da poluição marinha, sobretudo no que se refere aos microplásticos, que são encontrados em quantidades cada vez maiores nos oceanos e que provocam efeitos devastadores nos ecossistemas”, acrescentando que para contrariar o processo é necessário “um trabalho ao nível da monitorização e fiscalização, mas acima de tudo a nível da contínua promoção de iniciativas de sensibilização ambiental para os impactos desta problemática e para a importância da gestão adequada de resíduos”, mencionou.
Na visão de Sofia Garcia, da Direção Regional dos Assuntos do Mar, “é muito importante que cada vez mais sejam dinamizados eventos como o COOL Açores, porque só assim se consegue juntar as diferentes entidades/organizações que se preocupam por questões como o lixo marinho”, disse.
A Fundação Oceano Azul registou, desde o início de 2021, 346 limpezas de praia, 37 das quais realizadas nos Açores, um valor quatro vezes superior à média nacional.
