VIAGEM DE FERNÃO MAGALHÃES É CANDIDATA A DISTINÇÃO DA UNESCO
Augusto Santos Silva anunciou que Portugal e Espanha vão candidatar-se ao Registo da Memória do Mundo da UNESCO.
Redação
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25 de Novembro 2021, 19:00
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O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros informou, após a 4ª reunião da Comissão Nacional das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação, que Portugal e Espanha vão executar uma candidatura conjunta ao Registo da Memória do Mundo.  

De acordo com Santos Silva, a candidatura ibérica envolve um conjunto de 15 documentos, onde se inclui o Diário de Pigafetta, cronista da viagem; um relato indireto, por Fernando de Oliveira, e ainda 13 documentos que existem nos arquivos nacionais de Portugal e Espanha, e que “permitem compreender” outros pontos de vista, o significado absolutamente inaugural da viagem de circum-navegação.  

Segundo a mesma fonte, a candidatura conjunta dos dois países tem um carácter singular, uma vez que esta inclui a carta que o Rei de Espanha enviou ao Rei português, onde o governante explicou que o facto de ter promovido e financiado uma viagem às ilhas Molucas não significava nenhuma tentativa de embaraçar ou prejudicar os interesses da coroa portuguesa. “Esperamos que os outros 11 países percorridos pela viagem de circum-navegação se associem”, disse o ministro. 

Ainda no mesmo evento, Augusto Santos Silva destacou ainda a organização da exposição Pelos Mares do Mundo, que tem uma equipa luso-espanhola de curadores e que abrirá ao público no próximo mês de maio, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. 

“Será o culminar de todo o trabalho que, no domínio das exposições, temos feito, e servirá também de ensejo para a organização de uma exposição itinerante com Espanha, por terras de Portugal e de Espanha, e que, de algum modo, fará a ligação entre o fecho das comemorações formais e a continuação, num e noutro país, da memória sobre esse feito extraordinário que foi a circum-navegação”, referiu. 

A primeira viagem à volta do mundo foi comandada por Fernão Magalhães em 1519-1522 e, depois da sua morte, por Juan Sebastián Elcano. 

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