Sérgio Faias, presidente da Docapesca, informou, em declarações à Lusa, que o levantamento e planeamento das infraestruturas náuticas vai ser feito em conjunto com as autarquias de Mértola, no distrito de Beja, e de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, no distrito de Faro.
“Pretendemos dinamizar a navegação no Guadiana, colocando o rio ao serviço das populações e para que a atividade turística se possa desenvolver, valorizando todo o habitat do estuário e o seu património natural”, avançou.
Segundo o presidente da Docapesca, o envolvimento dos quatro concelhos prende-se com a possibilidade das autoridades portuárias transferirem as suas competências para os municípios, sendo estes os responsáveis pela gestão das zonas do estuário do Guadiana.
A caracterização socioeconómica das diferentes comunidades ribeirinhas no estuário do rio Guadiana, entre Vila Real de Santo António e Mértola, também fará parte do estudo de forma a que “cada município possa perspetivar quais os investimentos que melhor sirvam as populações”, acrescentando que o documento vai permitir “planear e identificar as necessidades, até mesmo no troço em que faltam concluir as dragagens para a navegabilidade entre o Pomarão e Mértola”, revelou.
Desde que assumiu a gestão do Guadiana, a Docapesca tem feito um investimento na segurança e equipamento, o que potencia o aproveitamento do Guadiana. A Docapesca pertence ao setor empresarial do Estado, tutelada pelo Ministério do Mar, que tem a seu cargo, no continente, o serviço de primeira venda de Pescado, sendo também responsável pelo apoio ao setor da pesca e respetivos portos.
