SINES: HIDROGÉNIO VERDE VAI COMEÇAR A SER PRODUZIDO JÁ EM DEZEMBRO
O projeto Green H2 Atlantic vai arrancar, em Sines, durante o mês de dezembro. A iniciativa de hidrogénio verde conta com um investimento de 76,6 milhões de euros.
Redação
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11 de Novembro 2021, 13:39
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O novo projeto de hidrogénio verde vai arrancar em dezembro e, segundo o Jornal Económico, vai contar com um apoio de 30 milhões de euros da União Europeia. De acordo com a mesma fonte, a EDP Renováveis vai ser a empresa responsável pela coordenação da iniciativa que visa operar e desenvolver um eletrolisador –  dispositivo que permite produzir hidrogénio através de um processo químico – com 100 megawatts, na cidade de Sines. 

As energias solar e eólica vão ser utilizadas para produzir o elemento, que deverá ser utilizado em projetos na cidade alentejana. O Green H2 tem como objetivo desenvolver 1 gigawatt de capacidade de produção de hidrogénio verde, criando 1.147 empregos diretos e 2.744 indiretos. 

“O consórcio inclui toda a cadeia de valor, incluindo produtores de eletrolisadores, produção de hidrogénio verde, consumidores da indústria química e redes de gás natural, empresas de eletrónica de energia, empresas de gestão de energia usando inteligência artificial, e produtores de energias renováveis”, pode ler-se no artigo do Jornal Económico. 

As portuguesas EDP Renováveis, Galp, Efacec, Bondalti Chemicals, Centre for New Energy Technologies (CNET, um centro de investigação detida pela EDP e a China Three Gorges), Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), e Martifer e INESC TEC fazem parte do consórcio.

De França, participam a MCPHY Energy, Engie Energie Services, Axelera – Association Chimie – Environnement Lyon et Rhone-Alpes e a Commissariat a l’Energia Atomique et aux Energies Alternatives. Juntamente com a alemã Deutsches Zentrum fur Luft und Raumfahrt, e dinamarquesa Vestas Wynd Systems. 

Do apoio cedido pelos fundos europeus, 19 milhões destinam-se à MCPHY Energy, empresa francesa que produz eletrolisadores e equipamentos para armazenar energia. Segue-se a Engie com 2,7 milhões de fundos europeus, EDP Renováveis (dois milhões), a Galp (1,5 milhões), a Vestas (um milhão), a francesa Axelera (647 mil euros), o INESC TEC, ISQ e Martifer (cada um com mais de 500 mil euros), Deutsches Zentrum fur Luft und Raumfahrt (Centro Aeroespacial Alemão com 428 mil), Commissariat a l’Energia Atomique et aux Energies Alternatives (Comissariado francês para a Energia Atómica e Energias Alternativas com 342 mil euros), Bondalti Chemicals (328 mil) e Efacec (139 mil). 

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