O projeto era “já uma muito antiga aspiração de ligação de mobilidade suave entre Coimbra e o Atlântico”, disse o Presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, em agosto, na assinatura do contrato que faltava para a Comunidade Intermunicipal avançar com a intervenção orçada em 3,5 milhões de euros.
A construção da ciclovia esteve prevista em 2011, mas acabou por ser suspensa após a empreitada ter perdido as verbas do Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN) que lhe estavam destinadas. Na altura, a obra estava orçada em seis milhões de euros.
A empreitada deverá ser lançada até ao final do ano e vai integrar os 20 km de ciclovia existentes entre o Vale das Flores e a Portela.
A Ciclovia do Mondego vai ligar Coimbra à costa atlântica aproveitando todo o vale do Mondego, estando previsto serem infraestruturados 44 quilómetros de ciclovia. “Vai aproveitar os troços urbanos já criados nos três concelhos e deverá estar concluída em 2023”, adiantou à Lusa o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC). Segundo Jorge Brito “a candidatura a fundos comunitários já foi submetida”.
De acordo com a Câmara Municipal de Coimbra, a cidade vai passar a ter mais de 50 km de ciclovias totalmente interligadas, “sendo possível aceder desde a zona periurbana à zona urbana e aos principais locais de destino das viagens, onde se incluem hospitais, faculdades, escolas, centros de comércio e serviços, e equipamentos desportivos”.
O Governo lembrou, através do ministro do Ambiente, “que tem disponível uma verba de cerca de 300 milhões de euros para construir mil quilómetros de ciclovias intermunicipais até 2030”, que, estima-se, permitirá uma poupança de emissões de dióxido de carbono “até 50 mil toneladas”.
O Programa Portugal Ciclável 2030 (PC2030) é constituído por três subprogramas, cada um dos quais respeitante a situações distintas: 1) Interconexões entre Aglomerações Relevantes, 2) Articulação entre Aglomerações Contíguas e 3) Ciclovias Estruturantes em Aglomerações Isoladas.
