PORTUGAL PRODUZ MAIS RESÍDUOS DE PLÁSTICO DO QUE A MÉDIA EUROPEIA
Um estudo da Universidade de Aveiro alerta que Portugal precisa de “medidas para reduzir o consumo de plástico” para diminuir a produção deste tipo de resíduos.
Redação
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10 de Novembro 2021, 19:00
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Um estudo desenvolvido pela Universidade de Aveiro concluiu que Portugal produz resíduos de plástico acima da média europeia, tendo por isso uma enorme margem de progresso.

Joana Correia Prata, investigadora da Universidade de Aveiro, em declarações à agência Lusa, afirmou que “as embalagens de plástico em Portugal representam 8% dos resíduos”. Sendo que “cada habitante está a produzir cerca de 40,3 quilos por ano, acima da média da União Europeia. Precisamos de medidas para reduzir o consumo de plástico, porque, se os outros países conseguem, nós também vamos conseguir”, sublinha.

Segundo a mesma, 33% dos resíduos vão parar a aterros, “a forma dominante de tratamento dos resíduos em Portugal”, uma vez que algum refugo da reciclagem, também acaba por ir para aterro. É o caso materiais “muito degradados” ou que “misture vários tipos de plástico”, explica a investigadora. “Se considerarmos esse refugo, chegamos a 58% que estamos a enviar para aterro. Ainda é uma parte considerável”, lamenta.

“Há muitos plásticos diferentes, apesar das categorias de polímeros grandes, cada tipo de plástico tem uma mistura de aditivos que ninguém sabe muito bem o que é, é um segredo industrial de cada empresa. É muito difícil chegar a conclusões, porque o mercado é muito grande e há muita coisa”, por isso, “é preciso muita regulação em termos de plástico, de aditivos” e apesar da União Europeia estar “a fazer um esforço”, é um processo “muito difícil”, considera Joana Correia Prata.

O estudo “The road to sustainable use and waste management of plastics in Portugal” (O caminho para o uso e gestão sustentáveis de plástico em Portugal) concluiu que “Portugal importa muitos plásticos, e também exporta, maioritariamente da União Europeia. Esta reciclagem e valorização dos plásticos, a nível energético ou do material, traz muitos benefícios ecológicos e económicos”, ou seja, “se Portugal conseguisse valorizar esses resíduos, seria uma referência a nível europeu”, lembra a investigadora.

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