Hélder Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira, afirmou que “temos de criar condições para os jovens que não querem continuar na casa dos seus pais ou tenham dificuldades de habitação, mas também para jovens que queiram viver no concelho de Odemira”, disse em declarações à Lusa.
Para responder a este desafio, a autarquia prevê a construção de “150 fogos” para atrair a população jovem e fazer com que esta se fixe na região nos próximos cinco anos. Assim, a estratégia apresentada pelo município e aprovada em setembro pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), quer responder às carências habitacionais e melhorar a atratividade da região.
“Todas estas soluções são para resolver situações de habitação permanente e, sendo assim, são para resolver situações da população de Odemira que aqui reside e que pretenda residir, independentemente da nacionalidade das pessoas que aqui vivem”, revelou o autarca.
De acordo com Hélder Guerreiro, as “situações de 1.º direito” que ocorrem na Área de Fracionamento Ilegal da Propriedade Rústica (AFIRP) de Vila Nova de Milfontes também fazem parte das prioridades de Odemira. “São casas que vão sendo construídas de forma ilegal e com poucas condições de acesso à água, energia e saneamento”, sendo “as condições de habitabilidade muito precárias”, explicou.
Segundo o autarca esta situação tem criado um problema grave ao nível das condições de habitação, no entanto, o processo “tem vindo a ser negociado” entre várias entidades, no sentido de legalizar “um fracionamento ilegal”, ao nível dos instrumentos do território.
Em Odemira, foram identificadas “mais de duas mil” situações de carência habitacional e, para dar resposta a este problema a Estratégia Local de Habitação (ELH) está a trabalhar em propostas de resolução, onde se incluem o “arrendamento, a construção de novos fogos e a disponibilização de loteamentos para construção”, concluiu.
