Paulo Oliveira, vogal do conselho diretivo do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) da Madeira, afirmou ontem (27/10), no âmbito das comemorações dos 50 anos da reserva das ilhas Selvagens, que o objetivo é tornar a “reserva natural das ilhas Selvagens uma incontornável referência mundial para a conservação da natureza até 2071, ou seja, até daqui a 50 anos”.
Segundo o mesmo, não quer celebrar com “fogo de artificio de depois ficava por aí”. “Queríamos ser consequentes e que este ano fosse o primeiro dos próximos 50 anos da reserva natural das ilhas Selvagens em direção a uma excelência ainda maior”, declara.
Para isso, destaca o projeto “Ilhas Selvagens sem lixo”, com o objetivo de realizar uma recolha regular do lixo marinho e criação de um “esquema de monitorização que permita avaliar e estudar este problema” para “salvaguarda ambiental”.
No programa das celebrações está a divulgação de um roteiro natural e cultural das ilhas selvagens, o lançamento de um livro ilustrado para crianças sobre a travessia que o velejador madeirense João Rodrigues fez há 10 anos, na altura das comemorações dos 40 anos da reserva natural, e o apoio a exposições, documentários e conferências internacionais.
A Associação Regional de Vela da Madeira está ainda a organizar uma regata e expedição “com o envolvimento de várias entidades nacionais e internacionais, cujo objetivo principal é o de analisar o estado de conservação dos ecossistemas das Selvagens, 50 anos após a criação da Reserva Natural e 20 anos após projeto de Recuperação dos habitats terrestres da Selvagem Grande”, conta Paulo Oliveira.
Susana Prada, secretária regional do Ambiente, declarou que “não restam dúvidas de que o ano 1971 escreveu um novo capítulo na História de Portugal, o da conservação”, lembrando que as ilhas Selvagens foram a primeira reserva natural do país.
“O Governo Regional tudo fará para que os próximos 50 anos continuem a ser de conservação e de conhecimento nas ilhas Selvagens”, garantiu.
