BARRAGENS PORTUGUESAS GANHAM PAINÉIS SOLARES FLUTUANTES
No total, são sete as barragens, distribuídas de norte a sul do país, que vão receber projetos de energia solar flutuante.
Redação
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20 de Outubro 2021, 13:53
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João Galamba, Secretário de Estado Adjunto e da Energia, anunciou em setembro abertura de leilões de energia solar que, pela primeira vez, incluíam projetos de energia solar flutuante em várias barragens portuguesas.

As escolhidas foram o Alqueva (Portel), Castelo de Bode (Tomar), Cabril (Pedrogão Grande), Alto Rabagão (Montalegre), Paradela (Miranda do Douro), Salamonde (Vieira do Minho), Tabuaço (Vilar, Moimenta da Beira). No total, são mais de 400 MW de capacidade solar flutuante.

O leilão está atrasado há quase um mês, mas, segundo João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática, em entrevista ao Eco, “o que motivou o atraso é que neste leilão de 2021, ao contrário dos outros dois anos anteriores, os promotores interessados em participar não vão fazer uma só licitação, mas duas. Vão fazer uma igual a todas as outras, por um preço baixo para produzir eletricidade a partir da energia solar, e outra licitação para a ocupação de um espaço que é de todos nós, o domínio público hídrico. Isso obrigou a configurar a lei e esse decreto lei estará certamente para ser aprovado muito em breve”.

Durante o anúncio oficial do leilão, o Secretário de Estado revelou que estava nas intenções do governo “expandir as fronteiras do solar fotovoltaico nos próximos leilões”. “É um desafio importante em termos técnicos, mas ao mesmo tempo os promotores vão ter uma mitigação do risco em termos de disponibilidade dos terrenos e dos respetivos custos. A diferença passa pela previsibilidade da ocupação de longo prazo”, afirmou.

Esta iniciativa não será novidade no Alqueva, local escolhido pela EDP para a realização do projeto piloto com 12 mil painéis solares flutuantes.

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